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As Ordens do Amor no relacionamento entre pais e filhos





Nem tudo se resolve só com amor. Amor é fundamental para saber ceder e demonstrar se importar com o outro. Sabe aquela expressão “nunca vi cachorro fazendo xixi em pote”, é para isso que esse texto serve, para pais entenderem que, mesmo abrindo espaço aos filhos para eles expressarem sua personalidade, ainda é deles a última palavra. Mas e quando os filhos estão com a razão? Bem, isso vamos descobrir juntos ao decorrer desse texto.


Desde que o mundo existe, todos sabem que uma família bem estruturada nem sempre é sinônimo de família saudável. Para que o ambiente seja harmônico, amor não é o bastante, precisa haver respeito, limites e acima de tudo compreensão. Traz um ser ao mundo exige muito jogo de cintura, persistência e acima de tu paciência. Cada ser possui seu jeito de ser, com suas essências, personalidade e ideologias.


Para que exista um convívio onde a paz e a união reine, alguns lugares precisar ser estabelecidos dentro da relação familiar para que seja permitido construir um lar onde se possa conviver sem temor e violência.


As ordens do amor no relacionamento entre pais e filhos, alicerçadas na visão sistêmica, proporcionam uma abordagem profunda e esclarecedora para compreender as dinâmicas familiares. Então, imagine a família como uma grande dança. Uma dança complexa onde todos têm seu papel. Essas ordens são ações que, dentro da Terapia Sistêmica Familiar, apresentam princípios essenciais para um relacionamento saudável entre pais e filhos.


A primeira regra é a "ordem da pertinência". Basicamente, isso significa que todos os membros da família têm o direito de pertencer, sem julgamentos. Pais, filhos, tios, avós, todos são importantes e devem ser aceitos.


A segunda ordem, "ordem da hierarquia", é como a coreografia da dança. Nela, os pais têm um papel de liderança, fornecendo orientação e limites. Quando essa hierarquia fica toda embaralhada, com crianças agindo como adultos ou pais muito ausentes, a dança pode ficar bem confusa.


A "ordem da compensação" é como aquele passo errado que ninguém estava esperando. Quando algo ruim acontece na família, como uma tragédia ou perda, pode acontecer de outros membros tentarem "compensar" isso de alguma forma. Por exemplo, pais que perderam um filho podem inconscientemente sobrecarregar o irmão sobrevivente com expectativas injustas. Reconhecer isso é importante para evitar dançar num terreno perigoso.


E temos a "ordem do equilíbrio entre dar e receber", que é como a troca de passos na dança. Pais cuidam dos filhos, mas também precisam permitir que eles expressem suas necessidades e ofereçam apoio em troca. É um tango de respeito mútuo.


Por último, a "ordem da lealdade" é como a música de fundo da dança. Bert Hellinger, pai da Constelação Sistêmica, argumenta que os filhos têm uma lealdade inata à família, o que significa que podem repetir padrões, mesmo que sejam disfuncionais. Reconhecer essa música e aprender a dançar com ela é fundamental para a saúde da família.


Portanto, para um relacionamento saudável entre pais e filhos, é preciso manter a dança das "ordens do amor" equilibrada, com todos os passos certos, respeitando a coreografia e a música de fundo. Afinal, a vida é uma grande dança, e a família é a pista onde tudo começa!


Renata Renata Restonn | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

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