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Você acha que não nasceu para ter um relacionamento?





Vinícius de Morais e Tom Jobim não erraram quando cantaram “eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver a espera de viver ao lado teu, por toda a minha vida”. Nem só os mais românticos e apaixonados esperam um dia encontrar alguém que lhe complete e faça com que sua vida tenha algum sentido. Viver a espera, ou melhor, a procura de alguém gera, não só alimenta a ansiedade como gera uma idealização tão grande que, dependendo do que encontrar pelo caminho, a decepção junto da frustração, podem ser catastróficas.


Muitas das nossas projeções são acompanhadas do que alimentamos ao longo de nossas vidas. Para muitas mulheres, crescer com os clichês dos contos de fadas, os romances e comédias adolescentes traz uma realidade que, muitas vezes, não consegue se aproximar do mundo real, esse que é totalmente diferente das telas dos cinemas. Conviver entre pessoas, colocar em prática o ato de se relacionar é tão desafiador quanto saltar de paraquedas. É aquele misto de estar enfrentando o novo, com a incerteza da descoberta, a ansiedade proveniente do medo de não dar certo, a construção de uma confiança motivada pela necessidade em experimentar. Mesmo tendo essa sensação despertada, nem sempre as pessoas se sentem merecedoras de viver um romance, mas a final, porque isso é tão latente?


Existem muitas explicações para explicar tal situação, mas a principal delas está ligada a autoestima. Quando a nossa autoestima não acompanha o nosso ritmo, começamos a sofrer consequências em todas as áreas de nossa vida. Perdemos a vontade de estar sempre arrumado, nos descuidamos do corpo e da aparência, mudamos hábitos simples e saudáveis por outros que nos deem algum prazer, mesmo que momentâneo. Quando nos olhamos no espelho, depois que esse efeito cascata começa, tudo que sentimos é pena de nós mesmos, e aí começa a depreciação, o vitimismo, o isolamento, os achismos de que: não somos bonitos, nem temos o suficiente para socializar, não somos bons o suficiente para despertar desejo e assim ninguém terá interesse, e por ai vai.


É claro que nem sempre somente a autoestima vai carregar esse peso sozinha, mas outras situações como os transtornos de ansiedade, síndromes como a do impostor, depressão e até mesmo pânico podem potencializar ainda mais a forma como nos desenvolvemos e estamos apresentados ao meio social. Independente da situação a qual nos encontramos, é preciso tirar forças do impossível e começar a escalar o buraco fundo em que se encontra.


Nossa mente é capaz de nos boicotar em diferentes formas. Como diz o ditado popular “mente vazia, arma do inimigo”, quanto mais tentamos, sozinhos, enfrentar nossas dificuldades, mais a nossa mente nos leva a caminhos difíceis. Por isso, é importante estar aberto a receber ajuda de profissionais que sejam nossos aliados no caminho em direção á cura.


A constelação sistêmica não só ajuda a identificar a origem desses problemas, como faz uma ampla avaliação de sua vida, seu perfil comportamental, te oferece apoio e orientação para avançar os próximos níveis. Fora isso, é necessário, em alguns casos, também procurar um psiquiatra, pois se for algum transtorno mais latente, é sempre bom contar com um reforço a mais.

Além de iniciar o processo terapêutico, desenvolver algumas ações como: ter mais tempo para praticar o autocuidado, tirar uma parte do seu dia para contemplar o seu corpo, praticar atividades físicas (seja ela qual for, o importante é fazer), criar hábitos simples que despertem satisfação, conforto e prazer, vão trazer disposição para os próximos passos do processo.


Quando estamos em sintonia com o nosso eu, nos sentimos completos e prontos para seguir a nossa jornada e nos abrirmos para relações futuras. Embora as nossas experiências de vida não sejam favoráveis para que consigamos nos permitir construir relações estáveis e duradouras, é sempre possível encontrar uma forma de driblar as adversidades e dar a volta por cima.


Mas o mais importante nisso tudo é saber que sim, você pode ter um relacionamento, sempre haverá uma pessoa interessada por você, basta você entender que, se amando primeiro você abrirá o caminho para alguém também te amar. O que não pode é seguir usando desculpas e se mascarar em situações para ser a vítima das próprias escolhas. Não é melhor ser visto e reconhecido por alguém que é bem resolvido consigo e sabe se orgulhar da vida que tem? Agora é a hora de você mudar a sua perspectiva, deixar de lado as suas inseguranças e virar a chave: você atrai aquilo que oferece, então comece hoje mesmo a ser e a dar o seu melhor, comece por você!


Renata Renata Restonn | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

Atendimento Online e Presencial

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