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Viés inconsciente na avaliação profissional. Como evitar?






Vamos iniciar este artigo conceituando os vieses inconscientes como padrões de pensamento subconscientes que aparecem no cruzamento entre os eventos disponíveis e as nossas crenças e valores pessoais, podendo afetar a clareza com a qual julgamos. O problema está no fato de que muitos destes modelos estão em sua maioria carregados de preconceitos ocultos, interferindo na nossa capacidade de ver o outro como ele realmente é.

O tal “padrão” é formado por nós ao longo da vida, quando replicamos modelos comportamentais do grupo familiar e de amigos, ao adotar atitudes praticadas na escola, durante filmes e até novelas. Mas, o que acontece com quem não se encaixa nos protótipos que construímos? Crenças equivocadas atrapalham, por exemplo, o crescimento de uma mulher no ambiente de trabalho desde o início dos tempos. Tem dúvidas? Pergunte a um profissional negro sobre os preconceitos vivenciados por ele no mercado corporativo.


Conhecendo os tipos mais comuns de vieses

Uma boa maneira de exemplificar os tipos mais comuns de vieses inconscientes é falar da maneira como a escritora Elaine Pulakos, em seu livro Transforming Performance Management to Drive Performance, apresenta o tema. Listando as 5 principais formas como este conceito é trabalhado nos processos de Avaliação de Performance e as formas de evitá-los. Vamos a eles:


1. Efeito Auréola - surge quando a nossa forte impressão geral de alguém - tanto positiva quanto negativa - atrapalha no julgamento sobre essa pessoa, mesmo frente a novas evidências que apontem para o contrário. Para evitar a prática desse viés, é necessário lembrar que todos nós temos pontos fortes e áreas a melhorar.


2. Viés de Recência – essa obliquidade se mostra quando damos mais importância a evidências que aconteceram no passado recente do que evidências que aconteceram há mais tempo. Para evitá-lo é preciso ter em mente que as avaliações de desempenho devem refletir o desempenho por todo o período avaliado e não somente nos últimos meses ou semanas.


3. Tendência Central – trata do modo como normalmente, evitamos avaliar as pessoas nos extremos das possibilidades da escala, dando, geralmente, avaliações ao redor da média. Fato que acontece quando uma avaliação na mediana é confortável e, muitas vezes, não requer grandes justificativas. Para evitar esse viés, é importante que a empresa desenhe ciclos de desenvolvimento e tomada de decisão isoladamente.


4. Efeito Afinidade – nasce quando o nível de proximidade a uma pessoa ou um grupo influencia positivamente ou negativamente, mesmo quando evidências apontem ao contrário. Para evitar esse viés, evite que relações de afinidade interfiram nas avaliações que irá fazer. Lembrando que o foco do processo de avaliação é melhorar e não punir o desempenho do colaborador.


5. Estereótipo – neste padrão de pensamento a pessoa avaliadora pode ser inconscientemente influenciada por fatores demográficos ou pessoais nas suas avaliações, como idade, orientação sexual e classe econômica. Para evitar esse modelo é preciso estar consciente de que vieses de estereótipo podem estar de forma invisível, presentes na avaliação.


Adotar uma nova postura é um exercício diário. Afinal, fomos ensinados por anos a pensar limitadamente. Romper este modelo cultural requer tempo, paciência e disposição em mudar. E esse é um processo natural de desconstrução de pensamentos ultrapassados, pelo qual todo aquele que deseja abraçar a mudança deve passar.



Renata Reston | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

Atendimento Online e Presencial



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