top of page

Como entender as relações de dependência emocional em nossa vida?





Desde que nascemos somos naturalmente condicionados a um conjunto de relações. Tais relações, ao longo do desenvolvimento do ser, trazem modelos e características particulares que, consciente ou inconscientemente, projetam a necessidade de estar ou construir algo nas mesmas condições.


Nem sempre os modelos de relacionamentos são positivos e benéficos, principalmente quando se tratam de relações desenvolvidas entre pais e filhos, casal e filhos. Dependendo da criação e da forma como se tratou o cônjuge, é normal que o filho absorva e replique as mesmas situações. Quando olhamos mais a fundo para o lado emocional, percebe-se muitas lacunas incompletas, rupturas e necessidades que não foram preenchidas ou foram incompatíveis com o que o outro esperava.


Uma criança que cresce com sentimentos travados e não compreende bem as suas emoções, é fato que irá buscar um parceiro para tentar suprir as brechas que ficaram. Esse fardo, em uma relação, nem sempre é compreendido e partilhado de igual para igual, o que faz com que muitos relacionamentos não sejam duradouros e causem feridas iguais ou piores as que já foram cultivadas ao longo do processo de amadurecimento do ser.


Relações de codependência ou dependência emocional são projeções desses vazios que, para a pessoa sentir-se bem, útil, se apega ao parceiro como forma de dedicar sua vida para fazer com que o outro se sinta bem. Pessoas com essas ações tendem a absorver todos os problemas do outro para si, bem como abdicar da sua própria vida para viver pelo outro, exercendo controle absoluto em todas as esferas da sua vida. Nestes casos, a relação não se dá pelo amor, pela reciprocidade e pela vontade de crescer juntos e viver com o outro, mas sim pela falta.


Na visão sistêmica, relações condicionadas a ser fonte de cura, não se desenvolvem pela frustração. A carga de expectativas que uma das partes exerce sobre o outro, sobrecarrega não só a relação, mas também afasta e reprime as emoções do outro.


Para um relacionamento ser próspero e positivo, as relações não podem ser uma busca incessante de ajuda, mas uma válvula que conduz para a ajuda. Ou seja, é uma via de mão dupla onde se descentraliza os problemas de um através da partilha com o outro. Assim o parceiro desenvolve a sensação de pertencimento e tem muito mais a oferecer, principalmente por estar longe da fonte de dependência, livra-se do peso de ser a razão da existência do relacionamento e passa a tratar todas as questões com naturalidade.


Sentir-se vibrar na mesma sintonia, estar no mesmo patamar dentro de uma relação, seja ela emocional, financeira, psíquica, é o que faz com que exista a necessidade de estar com aquela pessoa. Desperta o desejo, traz sensações boas e positivas, busca o conforte e o amparo. Isso é viver condicionado pelo amor.

É preciso compreender que, para poder viver com o outro é fundamental curar-se primeiro.


Dar um passo em busca do autoconhecimento e de preencher as lacunas abertas sem depender de outro, é uma das maiores formas de demonstrar o amor, o cuidado e a vontade de estar em plena sintonia para viver relacionamentos saudáveis, completos e duradouros. A constelação familiar é uma excelente alternativa para se desenvolver e, de uma vez por todas, virar a página do passado compreendendo e fechando definitivamente as lacunas.


Ter uma vida livre de amarras é o que todos os seres merecem, então comece por você!


Renata Restonn | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

Atendimento Online e Presencial







Comments

Rated 0 out of 5 stars.
No ratings yet

Add a rating
Posts Em Destaque
Posts Recentes
Procurar por tags

Endereço

Rua Visconde de Tamandaré, nº 678
Centro, Alegrete, RS.

Horários

Segunda à Sexta: 08h às 20h30

Sábado: 08h às 17h

E-mail

Redes

  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
  • Youtube
bottom of page