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Pare um pouquinho e pense... Você já se sabotou sem nem perceber?





Não há nada na existência humana que não possa ser resolvido. Lidar com situações limitantes e crenças estagnadas vão além do autoconhecimento. Saber identificar seus limites é a porta para a redenção dos sabotadores.


Sabotagem. Analisando a própria palavra, é fácil sentir um peso na hora de pronunciar. Toda vez que escutamos, é comum pensar, quase que de forma automática, em algo ou alguém que fez mal a outro ser, como forma de vingança ou ruindade mesmo.


Mas afinal a sabotagem só existe quando se trata das relações do outro ou também vale para todas as vezes que, de forma direta ou indireta, consciente ou inconsciente, usamos desculpas, mentiras e pressupostos para boicotar a nós mesmos? Ações comuns, do dia a dia como evitar ir a lugares, realizar encontros, furar dietas, fazer coisas que não são permitidas a mim, fugir do controle e da linha tênue, consumir certos conteúdos que despertem gatilhos, ou até mesmo repetir ações que serviam como punição, é a verdadeira forma de sentir a sabotagem.


Porque ela existe? A resposta é ampla e pode ser desde uma insatisfação vivida no momento (preocupações, dívidas, decepções) ou até mesmo uma carga emocional vinda de algum momento da sua vida. O mais provável é que, por conta da segunda opção, vários distúrbios emocionais, problemas de autoestima, ações repetitivas e muitas outras faltas, sejam o verdadeiro motivo para que a sabotagem seja uma constante em sua rotina e molde a sua personalidade e também suas ações.


Segundo o autor Schizar Chamine, os sabotadores são conceitos e estigmas que atrapalham o desenvolvimento e a evolução de cada ser, impossibilitando que ele atinja seu máximo desempenho e desenvolva suas habilidades com clareza e liberdade. Ele, na sua teoria, apresenta dez definições principais: crítico, insistente, prestativo, hiper-realizador, vítima, hiper-racional, hipervigilante, inquieto, controlador e esquivo. Para ver mais de perto e entender esses perfis, trazemos conceitos breves de sua representação:


Crítico: de caráter pessimista, vê todas as coisas como um grande problema, não se permite apreciar a vida leve, vive de estresse, raiva e decepção.


Insistente: foca em situações que vão dar errado, mas insiste pela sensação de derrota/sofrimento. Típico perfeccionista, pesado, se frustra facilmente.


Prestativo: não nega ajuda, se escraviza pelo outro e para o outro, esquecendo de si, se pune com o desgaste extremo, acha merecedor sofrer.


Hiper-realizador: faz planos impossíveis, começa mil coisas e não finaliza uma. São muito frustrados por não alcançarem seus planos, assim se amarguram.


Vítima: emocionalmente instável, se isola com facilidade, não permite ser ajudada, ansioso, depressivo, tudo fere e afeta facilmente, não se expressa.


Hiper-racional: não sabe lidar com sentimentos, não faz nada motivado pelo emocional, arrogante, se pune afastando as pessoas, entra e sai de crises.


Hiper-vigilante: vive em estado de alerta, pensa demais, hiperativo, quer prever tudo que dará errado, não foca no sucesso, ansioso e estressado e workaholic.


Inquieto: não para nunca, não sabe descansar e relaxar, não curte os prazeres da vida, trabalha, cobra demais de si e dos outros. É impaciente e irritado.


Controlador: joga suas frustrações nos outros exigindo perfeição, não aceita não, só sabe mandar e não pode ser contrariado. Um ditador melancólico!


Esquivo: só faz o confortável e cômodo, não tem esmero, demora a ver ou dar resultados, carrega traços anti-produtivo, taxado muitas vezes de preguiçoso.


Cada indivíduo, com toda certeza, carrega esses traços, ou carregou, em algum determinado momento. Pode ser que em alguns ainda esteja acentuado e forte, em outros com menos efeitos, ou até mesmo quem acha que já se desprendeu, em algum momento de fragilidade vai deixar, mesmo que breve, aflorar seu perfil.


Mas afinal Renata, o que realmente ocasiona tais representações? O nosso corpo é uma máquina movida pelo nosso cérebro, e ele, nada mais é que a razão pela qual sentimos, nos movimentamos, temos conhecimento sobre todas as coisas, cheiros, gostos e texturas. Biologicamente falando, é a máquina que nos mantém constantes e vivos. Agora conscientemente falando, nós somos orientados e condicionados pela nossa consciência.


Quando sentimos medo, estamos sobre ameaça e o sinal de alerta é ligado, instintivamente nosso subconsciente vai agir o mais rápido para nos salvar. Muitas vezes essa “salvação” virá mascarada de sabotagem, pois nem sempre os medos e as ameaças que nos cercam realmente irão nos custar muito. Toda ação tem uma reação, e isso é tão clichê que todo mundo já sabe na ponta da língua, mas é a mais pura verdade. Quando agimos guiados pelos achismos e nos rendemos a medos e crenças limitantes, estamos fadados a fazer com que o nosso cérebro crie mecanismos que irão nos manter em segurança, custe o que custar. A função dele, atrelado ao subconsciente, é ser a proteção total do nosso emocional e físico.


Vamos a um exemplo: quando eu estou com uma doença e sei que não posso comer determinadas coisas, pois irá me fazer mal, mas mesmo assim eu como, pois sei que se eu tiver reações vou poder ficar quieta no meu canto, me isolar e evitar qualquer relação ou enfrentar qualquer situação que vá de frente aos meus medos e me tire da zona de conforto.


Ou seja, a nossa falta de viver em liberdade, a necessidade constante em nos sabotar, nada mais é que a falta de autoconhecimento e adaptabilidade. Lidar com os erros, problemas, manias, frustrações, bem como mudanças, cenários diferentes do esperado irá trazer um desconforto e uma necessidade de estabilizar tudo e, ao invés de ceder e dar espaço pra sabotagem, precisamos reconhecer identificar o que traz ela a tona e cortar o mal pela raiz.


Bert Hellinger acredita que cada ser traz em sua caminhada terrestre várias marcas e para amenizar o caminho e fazer com que elas não sejam bloqueadores ou deixem de pertencer a nossa essência, precisamos encontrar formas de liberar esses sentimentos ruins e emoções que nos travam.


As terapias são o primeiro passo, nelas são construídos ambientes seguros onde você poderá abrir o seu coração e a sua vida sem se preocupar. Esse é o primeiro passo para ir em busca da parte que falta, ou seja, a sua liberdade de escolha. A constelação familiar pode te ajudar a atravessar esse caminho turbulento, segurando a sua mão, sendo o espelho que irá refletir quem você é por trás das barreiras que criou e também vai ser o trampolim que vai te impulsionar para a sua jornada de plenitude.


Nós, seres humanos somos condicionados a buscar, querer, ser e ter, mas precisamos entender o que está por dentro para poder fazer todas essas escolhas de forma consciente e que não nos sabotem, mas sim nos permitam ter experiências reais e que nos permitam sentir prazer e felicidade.




Renata Renata Restonn | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

Atendimento Online e Presencial


A felicidade é encontrada fazendo, não apenas possuindo – Napoleon Hill.









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Gilberto Piccoli
Gilberto Piccoli
Jul 06, 2023
Rated 5 out of 5 stars.

Ótimo artigo ,muito esclarecedor e de caráter perceptivo, que nos remete a reflexão do nosso EU,quando conseguimos identificar os nossos comportamentos e atitudes diante de momentos críticos, onde nós mesmos somos criadores e sabotadores, ativando gatilhos que nada mais são, reflexos de nós mesmos, de momentos que ficaram armazenados na nossa existência, acredito que através da terapia, da constelação familiar poderemos reaver o equilíbrio das coisas,colocando cada área de nossa vida em harmonia.

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