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Doenças, dores e curas: como a constelação familiar nos ajuda.




Encontrar repostas por carregar traços físicos e similares aos nossos familiares é fácil, vemos com clareza explicações biológicas sobre a genética. Embora a genética seja a responsável por muitas doenças hereditárias, não é a explicação ou justificativa para uma soma de outras enfermidades e problemas que, indiretamente, colecionamos ao longo da vida.


Quando nos deparamos com situações que fogem da nossa compreensão, é natural do ser humano internalizar e absorver toda a carga a ponto de não conseguir canalizá-la. Muitas dessas mesmas situações são resultados de relações familiares mal sucedidas, alimentadas por expectativas frustradas, enfatizadas por situações de exclusão e abandono. Isso se replica em vínculos de amizade ou relacionamentos que, muitas vezes, servem para potencializar sensações de não pertencimento. Isso explica a nossa relação com muitas doenças, sejam elas do corpo ou da mente, da alma ou do espírito.


Quando não viabilizamos a cura, de dentro para fora, nosso sistema humano, como um todo, começa a falhar. E são essas falhas que traduzem dores reprimidas, sentimentos aprisionados, crenças limitantes, e isso nos impede de encontrar a cura, a libertação e a resiliência em persistir nas saídas e tratamentos que nos tirem da zona do sofrimento. Essas construções, na visão de Bert Hellinger, psicoterapeuta alemão e pai da pseudociência conhecida como constelação familiar, acreditam-se que quando há faltas, falhas e lacunas incompreendidas na nossa vida, provavelmente nossa criança interior que sofreu, foi abandonada e não encontra forças para prosseguir, fatidicamente desencadeará doenças que traduzam e preenchem esses espaços vazios.


Quando ele afirma que "O que é saúde plena? Quando todos estão presentes”, se refere à sensação de ter a família por perto, as relações estabelecidas e as lacunas sendo fechadas. Infelizmente essa não é uma realidade comum entre muitas pessoas, principalmente nos pacientes que buscam formas de tratar tais problemas. Há uma grande dificuldade em identificar sinais e traçar métodos seguros que os encorajem a identificar áreas afetadas, reconhecer e interligar doenças com as dores do passado e assumir a missão de fechar cada ferida independente do caminho e das atitudes a serem tomadas.


Doenças da ausência, como a constelação familiar pode identificar e tratar as dores


Algumas doenças trazem características bem definidas, claras, relacionadas a possíveis traumas. Entre elas encontramos relações baseadas nas emoções que se sente por si ou pelo outro e, quando projetadas em alguém, recebe essa carga e automaticamente adoece. É possível identificar que, na grande maioria dos casos, essas relações têm fundos familiares bem definidos, o que delimita a abordagem e o tratamento por parte do terapeuta. Por exemplo, quando um relacionamento entre pai, mãe e filho se rompe com uma separação e uma das partes não aceita bem a nova vida do outro, acaba projetando no filho, mesmo que indiretamente, suas frustrações e dores. Essa recepção causa uma quebra energética, emocional e imunológica nessa criança, acarretando inúmeros problemas provocados por estresse: alergias, dermatites, comportamentos compulsórios.


Nas sessões de constelação familiar, é o momento de expor todas as circunstâncias que levaram a chegar ao estágio atual. Muitas reações do nosso emocional, traços de personalidade, imponência nas relações, são uma soma de fatores que moldaram o ser humano a agir de tal forma. É um processo de repetição baseado dos traços daquela pessoa que foi a porta de acesso aos traumas e inconscientemente, como forma de aceitação ou autoafirmação, segue-se reprojetando igualmente. É nesse momento que, sob a ótica sistêmica, a constelação se torna o caminho de autoconhecimento, aceitação, perdão e autocura. A autocura nada mais é que reconhecer e identificar as relações de dor/ressentimentos/feridas/doenças e, junto ao profissional, traçar caminhos de liberação: liberação de emoções, liberação de perdão, seja consigo ou com o outro, até mesmo liberações de expectativas e frustrações que banem o processo de evolução e desenvolvimento do futuro.


Para alcançar uma vida preenchida, com saúde plena, é preciso começar a olhar pra dentro e querer dar o próximo passo, só assim é possível traçar os novos capítulos da jornada, deixando para trás todas as dores que travam o corpo, a mente, a alma e o espírito.


Seja você o seu próprio agente transformador e dê o primeiro passo rumo a jornada de cura junto ao constelador familiar.



Renata Reston | Psicóloga - Coach - Consteladora Familiar

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